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Inferno!

De volta aos posts sobre livros! Acabei de ler “Inferno”, do Dan Brown. Confesso que a leitura no início tava meio mole, da minha parte… Achei que demorou um pouco para a história engrenar no meu cérebro, no meu mesmo, pois no livro já tinha um monte de coisa acontecendo… Enfim, ontem e hoje eu resolvi mergulhar no mistério e kabum… Meu cérebro explodiu. Quando achei que tava entendendo, muda tudo. Aí sim, entendi! Não… muda tudo!!! Confesso que as reviravoltas me deixaram tonta, ainda estou tentando reencaixar as coisas no lugar.

Quando terminei, pensei: “e mais uma vez o dia foi salvo…” e interrompi o pensamento, porque no final das contas o dia, de certa forma, não foi salvo. Curioso isso, né? Nisto eu senti diferença em relação aos outros livros com o personagem Langdon.

Eu não sou crítica literária, nem tenho a pretensão de ser, visto que dificilmente acho um livro ruim (se eu terminar o livro, provavelmente gostei dele). Então, fica a dica: Inferno, de Dan Brown!

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Teoria da substituição

Você, minha amiga, que está começando um depressivo final de semana, pare de se lamentar! Aquela tranqueira de trabalho, aqueles sem vergonhas dos seus amigos que não te chamaram para sair, e o sem noção do cara que ficou de te ligar mas te deu bolo, não são motivos para você aceitar que eles destruam o seu fim de semana!

Pelo contrário… Se o cardápio não ta bom, substitua!

Troque um fim de semana inteiro de frustração por um FDS inteiro de sublimação!

Eis o cardápio que te ofereço  em substituição ao que te ofereceram…

Jake Gyllenhaal, em: o Principe da Persia… desfrute de uma história boba que te permitirá ver Jake sob vários ângulos, te destruindo com aquele sorriso estilo gato de botas, pedindo para ser levado para casa 😉

Hugh Jackman: X-man – origens… se vc curte um homem com garras, este é o cara. Recomendadíssimo para vc, chegada num tipo mais selvagem!  e vejam: calça jeans e camiseta á basico, mas também é sexy 😉

Chris Hemsworth – Thor… pra vc que prefere um cara completo, que te defenda de bichos esquisitos e maus, te prepare um café da manhã, e maneje um martelo feito ninguem! aproveite a cena dele preparando um ovo 😉

 

Se preferir matar três coelhos de uma vez, pegue uma temporada inteira de supernatural, e se esbalde com os irmãos e o pai Winchester, sr. Jeffrey Dean Morgan

Agora, se vc já tem um colírio em casa… divirta-se! a gente se vê depois, hehehe

bye!

Meu Consumo “Inconsciente”

Discutíamos hoje no trabalho sobre consumo consciente. Toda essa compulsão por comprar coisas das quais não necessitamos, de descartar coisas que funcionam perfeitamente, de trocar todo o conteúdo do guarda-roupa só porque a moda mudou… Loucura né?  Afinal, a gente sequer para e se pergunta por que estamos comprando algo… Subentendemos que tudo que compramos é necessário e nos trará felicidade… Você já passou pela situação de ter comprado algo que queria muito e minutos depois já não estava mais tão feliz assim, a ponto de se perguntar por que você quis tanto aquela bolsa, por exemplo?

Bem, já aconteceu comigo.  No geral, eu detesto comprar. É estressante, desgastante, cansativo. Roupas, então, é um verdadeiro inferno: achar o tamanho certo, com o corte certo, e no preço que caiba na carteira… Eu não tenho paciência para isso.

Mas se existe uma coisa que é meu calcanhar de Aquiles no mundo do consumo, e que nunca me gerou um arrependimentozinho sequer é o tal de comprar livro… Já fiquei dias e dias acompanhando os preços de um livro em todos os sites possíveis, à espera daquela promoção (delícia é cheiro de livro novo que acabou de chegar ^_^). Neste momento, por exemplo, estou monitorando os preços da coleção Crônicas de Gelo e Fogo (agora que saiu o terceiro volume quem sabe os dois primeiros baixem de preço, wow sim!).

É comum eu chegar em casa e simplesmente digitar livro compare no google, só para ver se aparece alguma promoção de livro que me interesse. Acho que não passo nem um mês sem comprar um exemplar…

Quando era adolescente meu sonho era trabalhar em videolocadora, para poder pegar todos os filmes para assistir. Meu eu adolescente ficaria assustado se soubesse que atualmente sou psicóloga e que meus sonhos estão mais para vendedora de livraria ou como bibliotecária…

Moral da história: a gente toma um banho de realidade, os sonhos mudam, mas nem por isso ficam piores.

Beijo para minha mãe, meu pai, e para você.

 PS: pense um pouquinho. Veja a história das coisas.

Versão dublada:  

Versão legendada:  

A música em nós

Certa vez apresentei na faculdade um trabalho sobre música. E como apresentar este tema falando? Simples: não falamos. A música fez o trabalho por nós. Ela tirou de nós a tristeza, o balanço, o desligamento do mundo, a força, a persistência, o amor, a alegria, a saudade, a raiva e até o tédio.

Hoje, voltando para casa, estava com uma sensação estranha, de não pertencimento, a lugar algum. Tentei então pensar em como poderia ser bom o não pertencimento, a fluidez pelo mundo, a mochila como casa… mas não funcionou.  A sensação não deixava de ser ruim. Sei lá por qual estímulo lembrei que tive um peixe beta, uma fêmea, a mais linda beta fêmea que já vi, “uma peixa de personalidade“, como eu gostava de dizer. Era vermelha e a chamávamos de Angelina. Ela reagia à nossa chegada e até rolava um monólogo de vez em qdo; era um daqueles bons ouvidos, que ouve e não reclama (rs).

Tudo isso despertou a vontade de adquirir um bichinho de estimação e saí em busca do meu beta. No pet shop achei alguns betas machos, daqueles que deveriam ser bonitões, mas estavam tão sem cor e tão parados que a princípio achei que estavam mortos. “Esses sim, estão em crise de pertencimento“, pensei. Tão apáticos… Fui em busca de um peixe mais animado… e nada… Passei por uma loja de lã e vi cores lindas: lãs vermelhas, verdes, pretas, amarelas… eram estreitas, largas, barrigudinhas… Não resisti! Comprei algumas.

Voltei de sacola cheia, sem meu beta, feliz-alegre-e-contente para meu lar, e coloquei o som do PC para funcionar, exatamente na música que eu queria… e lá estava o New Radicals,  dizendo que quando noite está chegando e eu não consigo encontrar um amigo, e eu sentir que o sonho está partindo… a música estava em mim, o mundo ia sobreviver, e eu não podia desistir da vida…

Daí entendi… Eu só precisava de um pouco de cor e um pouco de música, para o chão voltar para baixo dos meus pés.

Sobre quem estou.

Eu gosto de LER e gosto muito. Tenho um problema muito sério com isso, pois gosto de ler apenas histórias literárias… e quanto maior o livro… melhor! Entretanto – e aí está o problema –  não suporto livros técnicos.  Nem aqueles de 50 folhas… Eu durmo, me distraio com o menor barulho de passarinho e esqueço que o livro está ali.

Eu também gosto de PENSAR, pensar em coisas fantásticas. Em coisas que podem um dia acontecer, ou não. Gosto de pensar nas coisas maravilhosas que eu poderia fazer se eu não fosse eu. E gosto de pensar nas coisas maravilhosas que posso fazer, porque sou eu.

Gosto de FALAR. Falar rápido, tão rápido que fico sem fôlego pra terminar… Falar com emoção, falar como quem tem conhecimento de causa, simplesmente por ter conhecimento de causa. Eu conheço a mim mesma, pelo menos um pouquinho. O suficiente para afirmar: eu gosto de falar!

Ainda assim, eu gosto de ouvir. Gosto de ouvir por gostar de ser ouvida também. De saber que tem horas que a palavra que interessa é a que a gente ouve, não a que a gente pronuncia. A palavra que mostra para mim quem é você. Quem é você naquele instante. Porque naquele instante tudo o que interessa é ouvir a si mesmo.

Eu sou assim.
Hoje eu estou assim…
Amanhã, quem sabe o que serei?

De tanto gostar de ler, às vezes desejo escrever também.

Já me aconselharam: “ora, então escreva!”

Mas não é tão simples, não é?

Basta sentar em frente ao computador para as grandes idéias esconderem-se entre um onda cerebral e outra. Sabe o tal bloqueio mental, ou a falta de inspiração de que os escriores falam? Deve ser isso.  Ótimo então! já tenho a pior coisa que os escritores sofrem, exceto o dom o de escrever. Também pode ser que, se uns nasceram para escrever, outros nasceram para ler… e aí estaria eu.

Também cabe dizer que escrever é um trabalho, pois de que outro jeito um escritor poderia vencer aquele último ponto que colocou no papel? Talvez o problema esteja aí: não sou escritora… Nem nata,  nem estudada. Resta então mais uma pergunta:  deveria eu ter me formado em letras?

Penetra surdamente no reino das palavras… Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(Drummond >> poema)

Cabelos

Cabeleireiro é gente estranha. Cada um deles, quando estuda seu cabelo,  chega a uma conclusão.

Não dá para fazer nada, minha filha”.

Com esse cabelo curto? nem pensar!”

“Vai ficar ótimo! to pensando assim assim e assado!”

“Você tem certeza de que é isso mesmo? porque vai ficar horrível.” 

E tem aqueles que te olham te olham te olham e dizem: “é, dá para fazer”. Daí quando resolve, ele te faz a proposta indecente: “tem certeza de que é isso mesmo? pq você não corta assim de uma vez?”

Meu cabeleireiro mesmo vive me dissuadindo de cortar do jeito que peço. Da primeira vez, pedi bem curto. Ele me convenceu a um não tão curto. Na segunda, ele me convenceu a aparar só as arestas. Na terceira, quando eu nem ia mais cortar, ele cortou. E fez exatamente como eu queria da primeira vez. Ainda me vem com conversa perguntando: “nao foi assim que eu te sugeri cortar da primeira vez?”